Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009
Eleanor Roosevelt disse...

"Ninguém te pode fazer sentir mal sem o teu consentimento"



publicado por diariodohospital às 15:10
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Quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
O MEU CÃO SERÁ SEMPRE MEU – Aonde quer que esteja
Infelizmente não tenho escrito tão assiduamente no blog, porque já estou a trabalhar e ando cansada e, também porque o bracito ainda dói.

No entanto, hoje tenho mesmo que partilhar com vocês o que se passou com o meu cão, o meu querido PANTUFA.

Desde que fiquei doente o Pantufa ficou entregue aos cuidados da minha mãe que apesar de já ter uma certa idade nunca o deixou passar fome.

No entanto o Pantufa precisava de mais, precisava de ser passeado, de brincadeiras dado que é um cão com muita vida e nós não lhe podíamos proporcionar isso.

Assim tomei a decisão de dar o Pantufa a quem cuidasse bem dele.

Fiz um anúncio com fotos dele que coloquei na Internet, em cafés e outros locais públicos.

Logo no dia seguinte à publicação na Internet telefonou um casal interessado. Informaram-me que tinham todas as condições para o ter tais como uma quinta com muito terreno e uma casa na praia pelo que também o levariam de férias.

Fiquei contente me saber que o meu querido Pantufa iria ter uma vida melhor.

Fiquei contente em saber que iria para perto, a uns 15 quilómetros de distância.

Infelizmente as pessoas que o levaram marcaram uma distância bem maior que a geográfica.

No dia e hora marcada ele partiu num carro azul-escuro.

Mal sabia eu que nunca mais o iria ver.

Se soubesse iria custar-me muito mais aquela partida.

Para mim foi uma espécie de “até amanhã”, mas para as pessoas que o levaram parece que não.

Ele partiu num dia às 19h e ás 22h eu estava a ligar para o telemóvel ansiosa para saber como tinha corrido a viagem e como se estava a adaptar.

Não atenderam o telemóvel, nem naquele dia, nem no outro, nem no outro até que começaram a rejeitar-me as chamadas.

Enviei uma mensagem demonstrando a minha preocupação.

Lá me atenderam o telemóvel e disseram que estava óptimo.

Desde o primeiro contacto que disse que gostaria de o voltar a ver depois.

Mas agora depois de o levaram, a resposta foi que poderia vê-lo, desde que avisasse com antecedência.

Mas como aviso se não me atendem o telemóvel?

São parcos em conversas, não consigo saber a morada completa, apelidos e começo a ficar cheia de dúvidas. Neste mundo tão perigoso que é a Internet comecei a ficar com macaquinhos na minha cabeça:

- Quem eram aquelas pessoas afinal?

Alerto para o facto de não se conseguir localizar ninguém por internet ou telemóvel…

São os contras das Novas TIC: servem para o bem e para o mal.

- O Pantufa está bem?

- Será que o venderam?

- Porque não atendem o telemóvel?

- Será que nunca mais vou ver o meu querido amigo que mesmo depois de 6 meses sem me ver, quando estive doente, não se esqueceu de mim e recebeu-me com uma grande vénia (deitou-se aos meus pés e põe o focinho no chão à espera de uma festa).

No meio de tudo isto sinto-me culpada:

- culpada por me ter precipitado;

- culpada por não ter recolhido mais informações sobre pessoas desconhecidas;

- culpada por ainda acreditar na força da palavra;

 

Adeus meu querido Pantufa- "nariz de botão", estejas aonde estiveres.

Espero que estejas bem.

A tua dona que não te esquece e perdoa-me se algo de mal te aconteceu.

 

 



publicado por diariodohospital às 23:51
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