"Ninguém te pode fazer sentir mal sem o teu consentimento"
No entanto, hoje tenho mesmo que partilhar com vocês o que se passou com o meu cão, o meu querido PANTUFA.
Desde que fiquei doente o Pantufa ficou entregue aos cuidados da minha mãe que apesar de já ter uma certa idade nunca o deixou passar fome.
No entanto o Pantufa precisava de mais, precisava de ser passeado, de brincadeiras dado que é um cão com muita vida e nós não lhe podíamos proporcionar isso.
Assim tomei a decisão de dar o Pantufa a quem cuidasse bem dele.
Fiz um anúncio com fotos dele que coloquei na Internet, em cafés e outros locais públicos.
Logo no dia seguinte à publicação na Internet telefonou um casal interessado. Informaram-me que tinham todas as condições para o ter tais como uma quinta com muito terreno e uma casa na praia pelo que também o levariam de férias.
Fiquei contente me saber que o meu querido Pantufa iria ter uma vida melhor.
Fiquei contente em saber que iria para perto, a uns 15 quilómetros de distância.
Infelizmente as pessoas que o levaram marcaram uma distância bem maior que a geográfica.
No dia e hora marcada ele partiu num carro azul-escuro.
Mal sabia eu que nunca mais o iria ver.
Se soubesse iria custar-me muito mais aquela partida.
Para mim foi uma espécie de “até amanhã”, mas para as pessoas que o levaram parece que não.
Ele partiu num dia às 19h e ás 22h eu estava a ligar para o telemóvel ansiosa para saber como tinha corrido a viagem e como se estava a adaptar.
Não atenderam o telemóvel, nem naquele dia, nem no outro, nem no outro até que começaram a rejeitar-me as chamadas.
Enviei uma mensagem demonstrando a minha preocupação.
Lá me atenderam o telemóvel e disseram que estava óptimo.
Desde o primeiro contacto que disse que gostaria de o voltar a ver depois.
Mas agora depois de o levaram, a resposta foi que poderia vê-lo, desde que avisasse com antecedência.
Mas como aviso se não me atendem o telemóvel?
São parcos em conversas, não consigo saber a morada completa, apelidos e começo a ficar cheia de dúvidas. Neste mundo tão perigoso que é a Internet comecei a ficar com macaquinhos na minha cabeça:
- Quem eram aquelas pessoas afinal?
Alerto para o facto de não se conseguir localizar ninguém por internet ou telemóvel…
São os contras das Novas TIC: servem para o bem e para o mal.
- O Pantufa está bem?
- Será que o venderam?
- Porque não atendem o telemóvel?
- Será que nunca mais vou ver o meu querido amigo que mesmo depois de 6 meses sem me ver, quando estive doente, não se esqueceu de mim e recebeu-me com uma grande vénia (deitou-se aos meus pés e põe o focinho no chão à espera de uma festa).
No meio de tudo isto sinto-me culpada:
- culpada por me ter precipitado;
- culpada por não ter recolhido mais informações sobre pessoas desconhecidas;
- culpada por ainda acreditar na força da palavra;
Adeus meu querido Pantufa- "nariz de botão", estejas aonde estiveres.
Espero que estejas bem.
A tua dona que não te esquece e perdoa-me se algo de mal te aconteceu.
. Eleanor Roosevelt disse.....
. O MEU CÃO SERÁ SEMPRE MEU...